S. João Baptista tem muito a dizer aos servidores da Liturgia e, de modo especial, aos acólitos. Vejamos um pouco:

1. S. João Baptista era filho de Zacarias, sacerdote no templo de Jerusalém. Pertencia, portanto, à tribo de Leví, entre todas dedicada ao culto de Deus. Enquanto que os membros das outras tribos tinham recebido uma parte do território da Palestina, os levitas declaravam com honra: o Senhor é a minha herança! «Servir o Senhor com alegria» era o seu lema. Não será esse também o lema dos acólitos, verdadeiros «levitas» do nosso tempo?

2. O apelido de «Baptista», pelo qual o Precursor era conhecido, alude à actividade que o caracterizava: ele baptizava no Jordão, em sinal de penitência, aqueles que acolhiam a sua mensagem de conversão. Assim preparava para o Senhor um «povo bem disposto», decidido a frutificar na prática do bem. Os acólitos devem estar particularmente atentos a esta exigência de conversão e preparação para o encontro com o Senhor na celebração litúrgica. Não esqueçam que as túnicas brancas com que participam na acção sagrada são uma memória visual da túnica imaculada que receberam no dia do seu próprio Baptismo.

Senhor Jesus Cristo,
sempre vivo e presente connosco,
tornai-me digno de Vos servir no altar da Eucaristia,
onde se renova o sacrifício da Cruz
e Vos ofereceis por todos os homens.
Vós que quereis ser para cada um
o amigo e o sustentáculo no caminho da vida,
concedei-me uma fé humilde e forte,
alegre e generosa,
pronta para Vos testemunhar e servir.
E porque me chamaste ao vosso serviço,
permiti que vos procure e vos encontre,
e pelo sacramento do vosso Corpo e Sangue,
permaneça unido a Vós para sempre.

Ámen.

"Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo, como o Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Mateus 20, 25-28

A Igreja impõe aos fiéis a obrigação de «participar na divina liturgia» «nos domingos e dias dias de festa» (OE15) e de receber a Eucaristia ao menos uma vez em cada ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da Reconciliação. Mas recomenda-lhes vivamente que a recebam aos domingos e dias festivos, ou ainda mais vezes, mesmo todos os dias.

Catecismo da Igreja Católica - CIC 1389

OE - Orientalium ecclesiarum